Sobre como eu ajudei uma projeção arquetípica

Foi um sonho.
Era um banheiro com as paredes cheias de mofo perto do teto. Não havia janela alguma, tinha vazamento na privada, o chuveiro era dos mais vagabundos, e a mangueira do chuveiro parecia enferrujada na ponta, logo depois do nó que deram na mangueira pra não vazar água.
Tentei, em vão, desatar o nó, e desisti. Eis que surge a idosa japonesa... era bem velhinha ela, tinha pelos no queixo, caminhava com passos bem curtos e na mão carregava uma lâmina de barbear velha, com a mesma ferrugem exibida na ponta da mangueira.
A senhora olhou pra mim e só conseguiu dizer uma coisa: “Eu não consigo, eu não consigo!”. Claramente percebia-se que a senhora era frustrada, pois se boicotava.
Não sei bem como o sonho terminou, mas tenho a impressão de que eu conversei algo com a velhinha e a ajudei a desatar o nó da mangueira.


Pra mim, aquela senhora era uma projeção arquetípica minha, a expressão derrotada que se lamenta de não ter feito o que nem tentou fazer.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

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